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Trabalho interno, registro cassado e morte na prisão: veja como estão os condenados pelo assassinato do menino Bernardo 12 anos depois

Bernardo Boldrini foi morto aos 11 anos em 2014 GloboNews O assassinato do menino Bernardo Uglione Boldrini completa 12 anos neste mês. O menino de 11 anos des...

Trabalho interno, registro cassado e morte na prisão: veja como estão os condenados pelo assassinato do menino Bernardo 12 anos depois
Trabalho interno, registro cassado e morte na prisão: veja como estão os condenados pelo assassinato do menino Bernardo 12 anos depois (Foto: Reprodução)

Bernardo Boldrini foi morto aos 11 anos em 2014 GloboNews O assassinato do menino Bernardo Uglione Boldrini completa 12 anos neste mês. O menino de 11 anos desapareceu em abril de 2014, em Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul, e foi encontrado morto dez dias depois, em um crime que chocou o país e segue na memória dos brasileiros. Relembre o caso abaixo. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Em 2019, quatro pessoas foram condenadas, por meio do Tribunal do Júri, pela morte do menino: o pai, Leandro Boldrini; a madrasta, Graciele Ugulini; a amiga da madrasta, Edelvânia Wirganovicz; e o irmão dela, Evandro Wirganovicz. O g1 mostra a situação atual dos condenados pelo crime que chocou o país. Confira abaixo. Os condenados Condenados no caso Bernardo: Leandro Boldrini, Graciele Ugulini, Edelvânia Wirganovicz e Evandro Wirganovicz Reprodução/TJRS O pai, a madrasta e a amiga foram denunciados por homicídio quadruplamente qualificado (motivos torpe e fútil, emprego de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima). Já Evandro foi condenado por homicídio simples. Todos foram acusados de ocultação de cadáver. Graciele Ugulini, a madrasta, recebeu pena de 34 anos e sete meses de prisão. Leandro Boldrini, o pai, foi condenado a 33 anos e oito meses de prisão. Edelvânia Wirganovicz, a amiga, foi condenada a 22 anos e 10 meses de prisão. Evandro Wirganovicz, o irmão de Edelvânia, foi sentenciado a nove anos e seis meses em regime semiaberto. Em julho de 2025, a Justiça do RS aumentou as penas impostas em primeira instância contra Boldrini e Graciele para 13 anos e 15 dias de reclusão por tortura, em regime fechado, e quatro anos, nove meses e 15 dias de detenção por abandono material, em regime semiaberto. O crime de submissão a vexame e constrangimento foi extinto por prescrição. Juíza faz a leitura da sentença no julgamento do Caso Bernardo Onde estão? Leandro Boldrini, o pai Caso Bernardo: pai da vítima, Leandro Boldrini, é réu em júri Reprodução/RBS TV A execução da pena ocorre em regime semiaberto, com saída temporária deferida. Segundo informações do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), ele não possui trabalho externo autorizado até esta publicação e não apresentou carta de emprego ou pedido formal para exercer atividade fora do sistema prisional. Em fevereiro de 2025, Boldrini foi desligado do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) após ter o registro médico cassado. Ele havia sido selecionado, em 2024, para uma vaga no programa de residência médica da instituição. A cassação foi determinada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), após recurso do Ministério Público do Rio Grande do Sul contra uma decisão anterior do Conselho Regional de Medicina (Cremers), que havia absolvido Boldrini em processo ético-profissional. Com a decisão, Boldrini ficou impedido de exercer a medicina, teve os sistemas de acesso e o crachá do hospital cancelados e não poderá mais ingressar na instituição como profissional da área. Graciele Ugulini, a madrasta Graciele Ugulini reprodução De acordo com o TJRS, Graciele exerce atividades laborais internas na cozinha do Instituto Penal de Santo Ângelo. Edelvânia Wirganovicz, amiga da madrasta Edelvânia Wirganovicz. reprodução Edelvânia Wirganovicz foi encontrada morta no Instituto Penal Feminino de Porto Alegre em abril de 2025. Segundo a Polícia Penal, a suspeita é de suicídio. A mulher era amiga da madrasta de Bernardo, Graciele Ugulini, também condenada. Edelvânia admitiu o crime e apontou o local onde a criança foi enterrada. Em maio de 2022, Edelvânia foi para o regime semiaberto. Em 2023, uma decisão do juízo da 2ª Vara de Execuções Criminais da comarca de Porto Alegre determinou que Edelvânia utilizasse tornozeleira eletrônica em razão da falta de vagas no sistema prisional. Em fevereiro de 2025, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, determinou que ela retornasse ao regime semiaberto. Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia Evandro Wirganovicz é interrogado no júri do caso Bernardo Reprodução/TJ-RS O irmão de Edelvânia foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão por homicídio simples e ocultação de cadáver. Ele já cumpriu a pena, que foi extinta em janeiro de 2024, e está solto. Relembre o crime O caso Bernardo marcou o país e permanece como um dos crimes mais emblemáticos da última década. Na última semana, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul aprovou o Projeto de Lei nº 424/2024, de autoria do deputado Delegado Zucco, que cria a Patrulha Estadual de Prevenção à Violência Doméstica e Familiar contra Crianças e Adolescentes, apelidada pelo parlamentar como "Patrulha Bernardo". A proposta estabelece ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência praticada no ambiente familiar. Homenagens aniversário Bernardo Boldrini Três Passos Reprodução/RBS TV Abaixo, confira a cronologia do crime: 4 de abril de 2014: Bernardo desaparece Cartaz divulgando desaparecimento de Bernardo Reprodução/RBS TV De acordo com a polícia, o menino foi visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância de onde ele morava. No dia 6 de abril, o pai do menino foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava no local e que não havia chegado nos dias anteriores. 13 de abril de 2014: pai pede ajuda para encontrar filho Pai de menino achado morto no RS ligou para rádio e pediu ajuda Vários dias após o suposto sumiço do filho, o pai de Bernardo procurou uma emissora de rádio de Porto Alegre para pedir ajuda nas buscas pelo menino. "A gente está com uma força-tarefa com a Polícia Civil, Brigada Militar. Assim, a gente tá procurando esse menino, que é o Bernardo Uglione Boldrini", relatou Leandro Boldrini à Rádio Farroupilha, do Grupo RBS. 14 de abril de 2014: corpo é encontrado Policiais fazem buscas ao corpo do menino de 11 anos desaparecido em Três Passos, RS André B. Piovesan/Folha do Noroeste O corpo do menino foi achado em Frederico Westphalen, no Norte do estado, a 80 km de Três Passos. Na época, a polícia não descartava nenhuma linha de investigação. Dois carros da família foram recolhidos para perícia. 16 de abril de 2014: velório e sepultamento Corpo de Bernardo Boldrini está sepultado em Santa Maria Caetanno Freitas/G1 O corpo de Bernardo foi velado no ginásio do Colégio Ipiranga, onde ele estudava, em Três Passos. A cerimônia foi marcada pela comoção de moradores do município. A vítima foi enterrada no Cemitério Municipal de Santa Maria, no mesmo jazigo da mãe, Odilaine, que cometeu suicídio em fevereiro de 2010, aos 30 anos. 15 de abril de 2014: suspeita de abandono Órfão de mãe, o garoto se queixava de abandono familiar. Bernardo chegou a procurar o Judiciário no início de 2014 para falar do assunto, pedindo para morar com outra família, segundo o Ministério Público. 16 de abril de 2014: atestado de óbito O atestado de óbito diz que a morte do menino ocorreu no dia 4 de abril de "forma violenta", segundo a família materna. O documento não apontou a causa da morte, mas o texto diz que teria sido de forma violenta e que o corpo estava "em adiantado estado de putrefação". 15 de março de 2019: réus são condenados Graciele Ugulini e Leandro Boldrini momentos antes da condenação Joyce Heurich/G1 Após cinco dias e 50 horas de julgamento, o júri decidiu pela condenação dos quatro réus. VÍDEOS: Tudo sobre o RS