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Imagens mostram suspeito na casa de família três dias após desaparecimento em Cachoeirinha

Imagens mostram suspeito na casa de família três dias após desaparecimento em Cachoeirinha Imagens de câmeras de segurança de uma rua de Cachoeirinha, na R...

Imagens mostram suspeito na casa de família três dias após desaparecimento em Cachoeirinha
Imagens mostram suspeito na casa de família três dias após desaparecimento em Cachoeirinha (Foto: Reprodução)

Imagens mostram suspeito na casa de família três dias após desaparecimento em Cachoeirinha Imagens de câmeras de segurança de uma rua de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, registraram o principal suspeito do desaparecimento da família Aguiar dentro da casa deles três dias após o sumiço. As imagens, de 28 de janeiro, mostram Cristiano Domingues Francisco entrando e saindo do local com mochilas. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Moradores vizinhos ao local desconfiaram da movimentação, já que as primeiras informações sobre o desaparecimento já haviam sido divulgadas. Segundo eles, ao ser abordado, Cristiano não soube explicar onde estava a família e disse apenas que Silvana teria sofrido um acidente em Gramado, motivo pelo qual estaria ajudando os parentes dela. A polícia já confirma que esse acidente nunca aconteceu. A polícia confirma que possui as imagens e que o suspeito relatou ter ido ao local para buscar ração e alimentos para um gato e um cachorro. Ele teria retornado à residência em outros dias. Imagens mostram suspeito na casa de família três dias após desaparecimento em Cachoeirinha Reprodução/RBS TV Relembre o caso O que se sabe sobre o caso da família desaparecida no RS O desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e de seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, mobiliza a Polícia Civil desde o fim de janeiro, desencadeando uma investigação que busca esclarecer as circunstâncias e o paradeiro da família. O principal suspeito é o ex-marido de Silvana e policial militar, Cristiano Domingues Francisco, que está preso há uma semana. A prisão temporária tem prazo máximo de 30 dias. Em nota, a Brigada Militar informou que Cristiano será afastado do serviço policial. A investigação é acompanhada pela Corregedoria-Geral da corporação. Silvana é filha única do casal e mora na mesma região deles. Ela se apresenta como vendedora de cosméticos e trabalha com os pais, que são donos de um pequeno mercado que funciona junto à residência da família. Isail Vieira de Aguiar e Dalmira Germann de Aguiar são descritos como queridos e tranquilos pelos parentes e vizinhos. Eles tinham um bom relacionamento com a filha. O g1 montou a linha do tempo que detalha os principais acontecimentos da investigação. Confira: Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar Imagens cedidas/Polícia Civil Antes do sumiço 2 de janeiro: Silvana Germann de Aguiar solicita, em um grupo de mensagens, o contato do Conselho Tutelar; 9 de janeiro: Silvana comparece ao Conselho Tutelar para registrar que seu ex-marido, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, desrespeitava as restrições alimentares do filho do ex-casal. O fim de semana dos desaparecimentos 24 de janeiro (sábado): Silvana é vista pela última vez. Uma publicação em seu perfil nas redes sociais dizia que ela havia sofrido um acidente em Gramado, mas que estava bem. Segundo a polícia, o acidente nunca aconteceu e o objetivo da postagem seria despistar o desaparecimento. Imagens de uma câmera de segurança registraram uma movimentação atípica de veículos na noite de 24 de janeiro: - 20h34: Um carro vermelho entra na residência de Silvana, e sai oito minutos depois; - 21h28: O veículo branco de Silvana entra na garagem da casa; - 23h30: Outro automóvel chega ao local, permanece por 12 minutos e vai embora. Câmera registra movimentação de veículos na casa de família desaparecida no RS 25 de janeiro (domingo): Alertados por vizinhos sobre a postagem, os pais de Silvana, Isail e Dalmira Aguiar, saem para procurar a filha. O casal de idosos tenta registrar o desaparecimento na delegacia distrital, mas a unidade estava fechada; Após saírem da delegacia, Isail e Dalmira não são mais vistos. O mercado da família fechou e não voltou a abrir. Mercado da família Aguiar Reprodução/RBS TV Início das investigações 27 e 28 de janeiro: As ocorrências de desaparecimento são registradas formalmente. O ex-marido, Cristiano Domingues Francisco, comunica o sumiço de Silvana, e uma sobrinha, informa à polícia que os idosos também não foram mais vistos; 28 de janeiro: Cristiano comparece ao Conselho Tutelar para pedir que o filho fique sob sua guarda durante as investigações; 1º de fevereiro: Cristiano envia uma foto de dentro da casa dos sogros para uma conhecida, mostrando o veículo do casal; 3 de fevereiro: A polícia ouve seis pessoas, incluindo o ex-marido e sua atual companheira. Um projétil de arma de fogo é encontrado no pátio da casa dos idosos; 4 de fevereiro: A Polícia Civil confirma que trata o caso como crime, descartando sequestro por falta de pedido de resgate. Perícias e prisão 5 de fevereiro: A perícia coleta material na casa de Silvana, encontrando vestígios de sangue no banheiro e na área externa. "Encontraram vestígios diversos de material genético, além de impressões digitais (...) Sangue também. Todos esses vestígios foram devidamente colhidos por eles e agora seguem para análise no laboratório do IGP", explica o delegado Anderson Spier, que está à frente da investigação. 7 de fevereiro: O celular de Silvana é localizado após denúncia anônima, escondido sob uma pedra em um terreno baldio próximo à casa dos pais; 9 de fevereiro: Reunião de autoridades confirma que o cartucho encontrado na casa dos idosos é de festim (munição não letal); 10 de fevereiro: - Cristiano Domingues Francisco é preso temporariamente após quebra de sigilo telefônico indicar movimentação suspeita. A polícia revela a existência de áudios nos quais ele estaria tentando interferir na investigação (confira abaixo); - Familiares e amigos realizam um protesto e caminhada em Cachoeirinha pedindo solução para o caso; - O filho de Silvana é encaminhado para a casa dos avós paternos. Em áudio, PM suspeito de matar família no RS pergunta sobre investigação 13 de fevereiro: É divulgado que o suspeito e sua atual companheira se recusaram a fornecer as senhas de seus aparelhos; 14 de fevereiro: O desaparecimento da família Aguiar completa três semanas. Infográfico: pais e filha desaparecem em Cachoeirinha Arte/g1 VÍDEOS: Tudo sobre o RS