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'Novos investimentos estão em stand-by', diz presidente da Câmara de Comércio Brasil-Paraguai após crise no país vizinho

Presidente destituído do Paraguai, Santiago Peña, é preso em Assunção A crise sem precedentes no Paraguai afetou não só a vida e as finanças de paraguai...

'Novos investimentos estão em stand-by', diz presidente da Câmara de Comércio Brasil-Paraguai após crise no país vizinho
'Novos investimentos estão em stand-by', diz presidente da Câmara de Comércio Brasil-Paraguai após crise no país vizinho (Foto: Reprodução)

Presidente destituído do Paraguai, Santiago Peña, é preso em Assunção A crise sem precedentes no Paraguai afetou não só a vida e as finanças de paraguaios, mas também trouxe insegurança a quem faz negócio com o país vizinho. Desde o início da crise bancária envolvendo o banco digital Ueno, houve a renúncia do presidente do Banco Central do País e depois, o impeachment e a prisão do agora ex-presidente Santiago Peña. De acordo com Roger Maciel, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Paraguai, não houve recuos relevantes de investimentos já realizados no país, mas estudos feitos pela entidade para possíveis novos investimentos de empresas brasileiras foram interrompidos momentaneamente. 📈 A Câmara de Comércio é uma entidade que promove o relacionamento comercial entre Brasil e Paraguai, incentivando investimentos, parcerias e oportunidades de negócios. "Quem já fez investimentos não tirou o pé. Ninguém está falando em voltar ou retrair, tudo se mantém. O que a gente teve é stand-by em estudos de viabilidade de novos investimentos. Estamos aguardando definições. Essa semana parou tudo, e por mais uma semana deve se manter parado, mas esperamos que esses investimentos que já têm estudos sejam retomados", avalia. Peña foi acionista do Grupo Vázquez, controlador do banco Ueno, até março de 2025. O então presidente do Banco Central paraguaio, Carlos Carvallo Spalding, também havia comandado o Ueno antes de assumir o cargo público. A crise bancária levou a comparações entre à crise do Ueno com a do banco Master, no Brasil. Maciel avalia que a crise no banco paraguaio deve ser muito devastadora para aquele país do que as fraudes do Master foram ao Brasil: "É uma diferença de proporção. O Banco Master, apesar de ter causado um dano muito maior, acaba sendo diluído na economia do Brasil, que é muito maior. O Ueno é um banco de menor porte, o impacto foi menor, mas para a economia do Paraguai o impacto é muito maior". O Ueno, que pertence ao Grupo Vázquez, fechou as portas na terça-feira (3), depois que o Banco Central iniciou o processo de liquidação da instituição após identificar insuficiência de recursos para cobrir as obrigações do banco, relacionada a empréstimos concedidos a empresas vinculadas à instituição. O banco tinha cerca de 3 milhões de clientes e concentrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social. Possível retomada De acordo com Maciel, a crise gerou fortes protestos entre a população, mas a restituição de valores para grande parte dos prejudicados arrefeceu as mobilizações. "Começou um caos na terça-feira, mas se diluiu com a destituição do Peña, e os pagamentos amenizaram bastante a tensão da população. Teve muita gente na rua, os mercados vazios, chegou a cair 70% do consumo do movimento do paraguaio, mas a gente vê essa retomada. No sábado já houve retomada à normalidade", diz. Ueno Bank no Paraguai Marcos Landim/RPC VÍDEOS: Tudo sobre o RS