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Inter, Grêmio, colegas e fãs lamentam morte de Guerrinha: 'Uma das vozes mais marcantes da história do rádio'

Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, morre aos 70 anos, em Porto Alegre O comentarista da Rádio Gaúcha Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha morreu nesta quarta-f...

Inter, Grêmio, colegas e fãs lamentam morte de Guerrinha: 'Uma das vozes mais marcantes da história do rádio'
Inter, Grêmio, colegas e fãs lamentam morte de Guerrinha: 'Uma das vozes mais marcantes da história do rádio' (Foto: Reprodução)

Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, morre aos 70 anos, em Porto Alegre O comentarista da Rádio Gaúcha Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha morreu nesta quarta-feira (28), aos 70 anos, em decorrência de uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado. Atuou na rádio nos últimos 27 anos e era conhecido pela irreverência, pelo carisma e pelas suas frases de efeito engraçadas e sarcásticas. Ele estava internado no Instituto de Cardiologia, em Porto Alegre. 'Não dá pra servir farofa em restaurante com ventilador de teto': veja frases épicas de Guerrinha O Grupo RBS lembrou, em comunicado, que ele "era uma referência dentro e fora da RBS, tendo o bom humor como uma de suas marcas". Guerrinha era colorado declarado, mas era admirado tanto pelos torcedores do Sport Club Internacional quanto pelos gremistas. Os dois clubes manifestaram pesar com a morte do jornalista. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O Inter emitiu uma nota de pesar, em que afirma que Guerrinha "construiu, ao longo de mais de cinco décadas de atuação na imprensa do Rio Grande do Sul, uma trajetória reconhecida por todos e todas no estado." O clube relembrou quando o comunicador deu voz à crônica "Não me acordem”, de Luis Fernando Verissimo, sobre a conquista do título Mundial de 2006. Ele também participou do espetáculo "Os Protagonistas", que celebrou a reinauguração do estádio Beira-Rio. "Neste momento de luto, o Clube se solidariza com a comunidade esportiva gaúcha e deseja força aos amigos e familiares do jornalista", escreveu o Inter. O Grêmio manifestou pesar pela morte do jornalista e o descreveu como "uma das vozes mais marcantes da história do rádio do Rio Grande do Sul". "O futebol é feito por grandes personagens, dentro e fora de campo. Guerrinha foi um deles, deixando sua marca na comunicação esportiva e no esporte gaúcho, respeitado por todas as torcidas", completa a nota do Grêmio. "Conviver com o Guerrinha sempre foi conviver com o gênio. No ar ele está quieto e lá pelas tantas vem a frase que nenhum dos outros cinco somados seria capaz de fazer, quem faz é ele, porque naquele silêncio onde ele parece estar fora do programa alguma coisa vem na cabeça dele pra ser a grande frase do programa", disse o comentarista do Grupo RBS Mauricio Saraiva. "Se tu queria rir, tu era só ficar do lado do Guerrinha, né? O Guerrinha brincava com todo mundo. Vai ter um buraco enorme. Um gigantesco desafio para o Sala de Redação. Eu não vou dizer substituir o Guerrinha, porque o Guerrinha realmente é uma pessoa insubstituível", declarou o comentarista do Grupo RBS Diogo Olivier. "Um amigo, uma benção, um cara que deixou um legado fantástico no ciclo da vida, mas a gente sempre fica triste quando é os nossos, né? Mas no final a gente sabe que não vamos levar nada desse mundo, mas podemos escolher o que vamos deixar", afirmou o ex-jogador Tinga. A Associação Riograndense de Imprensa (ARI) também lamentou a perda. "Seu estilo inconfundível conquistaram gerações de ouvintes e leitores, deixando uma contribuição expressiva para a comunicação e para o jornalismo esportivo do Rio Grande do Sul." A Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (Aceg) manifestou pesar e escreveu, em nota: "Reconhecido pelo humor, irreverência e opiniões firmes, deixou sua marca na história da imprensa esportiva." Guerrinha Anselmo Cunha/Agência RBS Quem era Guerrinha Guerrinha, como era chamado pelos colegas de maior tempo de convivência, era filho da funcionária pública Ieda e do rádio-ator e comunicador da Rádio Gaúcha Adroaldo Guerra, popularmente conhecido como Vovô Guerra por apresentar um programa infantil. "Meu pai foi artista, meu pai fazia novela e ficou conhecido como vovô Guerra pela festa com as criancinhas. Eu entrava na redação e diziam que eu era o filho do vovô", disse Guerrinha em entrevista. Do pai herdou, sobretudo, o gosto pelo turfe. O jornalismo veio de charrete com a atração pelo mundo das corridas de cavalo, pois, apesar de admirar a carreira artística do pai, não imaginava que viria a ter sucesso no rádio. Turfe marca início da carreira A longa vivência no hipódromo e o carisma o tornaram um contador de histórias inusitadas, sempre acompanhadas da inconfundível risada, fosse no ar ou nos corredores. Não era raro vê-lo com uma plateia atenta ouvindo os seus causos. Rendeu também o primeiro emprego. Estudante de Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Guerrinha publicou suas primeiras palavras no Jornal Hoje, criado pela RBS nos anos 1970 e que teve vida curta. Logo em seguida, passou a acompanhar o cotidiano do Jockey Club para a Folha da Manhã e, depois, para o Correio do Povo, ambas publicações da extinta Caldas Júnior. À época, as provas mereciam destaque de uma página diária, visto que os cavalinhos, como ele gostava de se referir aos animais, também eram uma das paixões de Breno Caldas, dono da empresa. Na RBS desde 1983 O retorno ao Grupo RBS ocorreu em 1983, quando, a convite de Emmanuel Mattos, passou a escrever sobre assuntos hípicos em Zero Hora. Embora assumisse o conhecimento sobre o prado, afirmava que ganhou espaço porque ninguém queria tratar do tema. O espaço dedicado ao turfe foi diminuindo até que, em 1993, a cobertura foi abandonada. A partir dali, passou a trabalhar com algo que muitos queriam tratar. Guerrinha passou a fazer a cobertura do Inter em Zero Hora. Guerra deixa a esposa, Kátia, as filhas Michelle e Karine e três netos. Grupo RBS emite nota de pesar "Com profundo pesar, comunicamos o falecimento do colega Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, aos 70 anos, em decorrência de uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado. Um dos mais celebrados comentaristas esportivos do Rio Grande do Sul, o comunicador era uma referência dentro e fora da RBS, tendo o bom humor como uma de suas marcas. Guerrinha começou sua carreira na comunicação no mundo das corridas de cavalo, com passagem pelo extinto Jornal Hoje, da RBS, Folha da Manhã e Correio do Povo. Em 1983, retornou à empresa para escrever sobre o tema em Zero Hora. Dez anos depois, migrou para a cobertura de futebol, com foco no Internacional, seu time do coração. Ganhou os microfones da Gaúcha em 1999 e, no ano seguinte, estreou a coluna Guerra Total, no Diário Gaúcho. Sua história com o Sala de Redação começou em 2004, quando foi convocado a cobrir as férias de Kenny Braga. Guerrinha sentou-se na bancada do mais tradicional programa de esporte do Estado para não sair mais: tornou-se um dos participantes queridos da audiência. Fez história com suas frases de efeito e conquistou colorados e gremistas com seu carisma, ampliando alcance e popularidade por meio das redes sociais. O Grupo RBS lamenta a perda desse grande colega e comunicador e homenageia seu legado para o jornalismo esportivo. A empresa se solidariza com os familiares e amigos, especialmente a esposa, Kathia, as filhas, Michelle e Karine, e os netos, João Vitor, Manoela e Eduarda." Leia na íntegra a manifestação do Inter "O Sport Club Internacional recebe com profundo pesar o falecimento de Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, histórico jornalista esportivo gaúcho que nos deixou aos 70 anos de idade. Colorado assumido, o profissional construiu, ao longo de mais de cinco décadas de atuação na imprensa do Rio Grande do Sul, uma trajetória reconhecida por todos e todas no estado. Dono de um estilo irreverente e popular de se comunicar, Guerrinha deu voz à crônica "Não me acordem", uma das mais emocionantes da história colorada. Redigido por Luis Fernando Verissimo, o texto celebrava a conquista do título Mundial de 2006. Anos mais tarde, Adroaldo também participou do espetáculo ‘Os Protagonistas’, que celebrou a reinauguração do Beira-Rio. Neste momento de luto, o Clube se solidariza com a comunidade esportiva gaúcha e deseja força aos amigos e familiares do jornalista." Leia na íntegra a manifestação do Grêmio "O Grêmio lamenta profundamente o falecimento do jornalista Adroaldo Guerra Filho. Com décadas de trajetória na imprensa esportiva, Guerrinha se tornou uma das vozes mais marcantes da história do rádio do Rio Grande do Sul. O futebol é feito por grandes personagens, dentro e fora de campo. Guerrinha foi um deles, deixando sua marca na comunicação esportiva e no esporte gaúcho, respeitado por todas as torcidas. Que sua trajetória seja lembrada com carinho e que seu legado siga presente na memória de todos. Nossa solidariedade aos familiares, colegas e amigos neste momento de enorme tristeza." O que diz a ARI "A Associação Riograndense de Imprensa (ARI) recebe com profunda tristeza a notícia do falecimento do jornalista e comentarista esportivo Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, aos 70 anos. Com mais de cinco décadas dedicadas à imprensa gaúcha, Guerrinha construiu uma trajetória marcante no jornalismo esportivo, com passagens pelo Correio do Povo, Zero Hora, Diário Gaúcho e Rádio Gaúcha, onde se destacou nos debates do Sala de Redação. Sua irreverência, seu carisma, suas opiniões contundentes e seu estilo inconfundível conquistaram gerações de ouvintes e leitores, deixando uma contribuição expressiva para a comunicação e para o jornalismo esportivo do Rio Grande do Sul. A ARI manifesta sua solidariedade à esposa, às filhas, aos netos, aos amigos e aos colegas de profissão, desejando força e conforto a todos neste momento de dor. Que sua trajetória e seu legado permaneçam vivos na memória da imprensa gaúcha." O que diz a Aceg "ACEG lamenta o falecimento do jornalista de Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha O jornalismo esportivo gaúcho perdeu, na madrugada desta quarta-feira (28 de outubro), Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, aos 70 anos, um dos nomes mais conhecidos da crônica esportiva gaúcha. Com mais de 50 anos de carreira, sua trajetória na comunicação começou na década de 1970, com passagem pelo Jornal Hoje, da Rede RBS. Posteriormente, trabalhou na Folha da Manhã e no Correio do Povo, onde desenvolveu experiência na reportagem esportiva, especialmente na cobertura do turfe. Em 1983 retornou ao Grupo RBS, então como editor de Esportes do Zero Hora. Em 1995, iniciou uma fase decisiva da carreira ao direcionar seu trabalho para a cobertura do futebol, especialmente de Grêmio e Internacional. Reconhecido pelo humor, irreverência e opiniões firmes, deixou sua marca na história da imprensa esportiva. A Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (ACEG) manifesta profundo pesar e solidariedade aos familiares e amigos." Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha Raul Krebs/Grupo RBS e Andréa Graiz/Grupo RBS VÍDEOS: Tudo sobre o RS